É uma montanha-russa. A esperança está ao lado do terror. Como escritor e professor conheço intimamente essa mistura. Às vezes as possibilidades parecem elétricas, pesadas de poder. Outras vezes? Estou com medo de perder tudo.
Liberdade como Currículo
A irmandade Vozes da Mudança mudou as coisas. Isso me deu permissão para “sonhar com a liberdade”. Não de uma forma passiva. Na sala de aula. Diário. Minhas estrelas do norte são alegria e equidade. Eu construo relacionamentos reais. Eu chamo meus alunos de família. Minha porta tem uma citação de Gwendolyn Brooks acima das fotos:
“Somos a magnitude e o vínculo um do outro.”
Este ano adicionei história mundial à mistura. Isso me energiza. Quero revolucionar a forma como a história é contada. O Remedial Herstory Project e Facing History and Ourselves ajudaram a encontrar minha voz. Essas ferramentas são importantes.
O ano fora da janela
A alegria não me salvou da rotina. Este ano letivo em Minneapolis foi brutal. Começamos com violência em massa na Escola Anunciação, perto de onde moro. Então veio o GELO. Os vizinhos desapareceram. As famílias foram desfeitas. Então Renée Good e Alex Prettt foram assassinados.
Contive as lágrimas. Diariamente. Eu tentei ensinar. Estávamos com medo. Saúde mental desgastada. O mundo fora do vidro era barulhento, violento e perturbador. Como você se concentra na gramática quando o bairro está pegando fogo?
DEI não é uma palavra da moda
Dizem que o DEI prejudica os acadêmicos. Uma narrativa destinada a legitimar a brutalidade contra os pardos e negros contra os manifestantes? Eu rejeito isso. Como professor de espanhol e história, eu sei melhor. A diversidade centra a vida em lições. Eu ensino histórias indígenas. Eu centro as vozes das mulheres. Honro as vidas afrolatinas. O currículo se torna mais rico, mais complexo. Dinâmico.
Ver os vizinhos se levantarem ajuda. Eles protegem o coração da cidade, apesar da violência do ICE. A força deles me diz que a esperança não acabou. Isso me alimenta.
Lições de Humanidade
Banimos o ódio na sala. Eu canalizo o mundo que quero para o trabalho. Em espanhol estudamos “Em Tempos de Crise”. O furacão Melissa devastou o Caribe. Vimos José Andrés e World Central Kitchen. Como a comida restaura a dignidade.
Na história, fizemos uma pausa no Império Maurya. Ashoka. Budismo. Princípios de paz, não-violência e respeito pela criação. Uma aluna disse que a lição a fez querer se converter.
A paz funciona quando a sociedade está em chamas? Para mim tem que ser. A política pode ser conflituosa, mas é possível liderar com empatia feroz. Necessário mesmo.
Ainda escrevendo. Ainda ensinando.
Meu caminho continua mudando. Recebi uma indicação ao Prêmio Pushcart em 2024 após a bolsa. Essa confiança levou a uma residência de redação de verão este ano. Pretendo escrever sobre a sala de aula. As partes difíceis. As partes moles.
Mas depois de vinte anos ensinando, algumas coisas não mudam. Alegria. Humor. Conexão. Ainda construímos competências. Para a escola. Para a vida.
Quero todos os dias carregar a esperança da liberdade sonhando. Quero que meus alunos acreditem na unidade. Um mundo próspero com dignidade. Respeito por todos.
Resta saber se funciona. 📖




















