Roger Penrose não estudou apenas buracos negros. Ele os mapeou.
O matemático e relativista britânico passou a década de 1960 calculando as características básicas desses monstros cósmicos. Seu trabalho foi tão fundamental que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Física de 2020. Ele não venceu sozinho. Ele compartilhou a honra com o astrônomo americano Andrea Ghez e o astrônomo alemão Reinhard Genzel.
O caminho de Penrose até o topo não foi linear. Ele obteve seu doutorado. em geometria algébrica pela Universidade de Cambridge em 1957. Depois disso, ele saltou por aí. Postos temporários o levaram a universidades na Inglaterra e nos Estados Unidos. Em 1964, ele se estabeleceu no Birkbeck College, em Londres, como leitor, tornando-se professor de matemática aplicada. Em 1973, mudou-se para a Universidade de Oxford para ocupar a Cátedra Rouse-Ball de Matemática. Ele foi nomeado cavaleiro por seus serviços à ciência em 1994.
A singularidade e o mapa
Em 1969, Penrose fez algo notável. Trabalhando com Stephen Hawking, ele provou que toda a matéria dentro de um buraco negro entra em colapso e se torna uma singularidade.
Uma singularidade é um ponto geométrico no espaço. A massa é comprimida ali até uma densidade infinita. O volume cai para zero. É um lugar onde a física como a conhecemos entra em colapso.
Penrose também desenvolveu uma forma de mapear as regiões do espaço-tempo em torno de um buraco negro. O espaço-tempo é um continuum quadridimensional. Tem três dimensões de espaço e uma de tempo. Ele chamou esses mapas de diagramas de Penrose.
Um diagrama de Penrose permite visualizar os efeitos da gravitação sobre uma entidade que se aproxima de um buraco negro.
Esta visualização é fundamental. Ele permite que os cientistas vejam como a gravidade distorce a jornada de qualquer coisa que caia.
Ladrilhando e pensando
A curiosidade de Penrose não parou na cosmologia. Ele descobriu o ladrilho Penrose. Este é um conjunto de formas que podem cobrir um avião. O truque é que ele não usa nenhum padrão repetitivo. É aperiódico. Isso desafia nossa compreensão de ordem e simetria.
Ele também voltou seu olhar para a mente. Como funciona a consciência?
Ele argumentou que a física padrão não é suficiente. A mecânica quântica é necessária para explicar a mente consciente. Ele expôs isso em dois livros: The Emperor’s New Mind (1989) e Shadows of the Mind (1994).
Seu livro de 2004, The Road to Reality, oferece uma ampla visão geral da matemática e da física. É uma tentativa de unir tudo.
Ciclos de tempo
Penrose não parou por aí. Em 2010, ele publicou Ciclos de Tempo: Uma Nova Visão Extraordinária do Universo. Aqui, ele propôs a cosmologia cíclica conforme.
Esta teoria enquadra o Big Bang não como um evento único. Ele vê isso como algo infinitamente recorrente. O universo se expande, desaparece e começa de novo.
A Royal Society reconheceu o seu amplo impacto muito antes do Nobel. Eles lhe concederam a Medalha Copley em 2008. É um dos prêmios científicos mais antigos e prestigiados do mundo.
Penrose continua ultrapassando limites. Do piso de cerâmica até os confins do universo, ele encontra padrões onde outros veem


















